Obra no Edifício Lapoveda prejudica pedestres na Rua São Sebastião

Sacos cheios de resto de material de construção foram colocados em cima da calçada
Reportagem e foto: Pacheco de Souza
Algo muito comum em Pedro Leopoldo é o pedestre encontrar pelas calçadas da cidade, obstáculos e barreiras que impedem uma caminhada tranqüila e saudável pela cidade. Mesas e cadeiras, placas de publicidade, bicicletas amontoadas, carros a venda e até entulho é colocado em cima das calçadas sem qualquer controle do órgão público. A Prefeitura Municipal diz que tem feito notificações, mas parece que a prática costumeira está mesmo longe do fim.
Na tarde dessa segunda-feira (13) nossa reportagem flagrou na Rua São Sebastião próximo ao Edifício Lapoveda vários sacos plásticos com resto de material de construção amontoados em cima da calçada, impedindo totalmente a passagem de pedestres. O entulho misturado com sacos de lixo estava próximo ao Laboratório Dom Bosco. “Toda semana é colocado lixo nesse local, tudo é jogado aqui, entulho de material de construção e outros tipos de lixo. Esse entulho foi jogado pelo pessoal do prédio Lapoveda, mas o ideal seria a colocação de uma caçamba”, protestou a Senhora Nilza, vizinha do prédio.
Nossa equipe de reportagem esteve no 6º Andar do Edifício Lapoveda onde uma arquiteta realiza obras em seu escritório, segundo uma funcionária da sala, o entulho foi colocado por eles, mas adiantou que uma caçamba será contratada durante a obra. A mesma moça revelou que o entulho foi colocado em cima da calçada no sábado porque o serviço de caçamba não funciona no final de semana.
O advogado Flávio Toledo, Síndico do Edifício Lapoveda há cinco anos desconhece a realização de obras no prédio. “Desconheço qualquer saída de entulho do prédio. Obviamente, em tese, os proprietários de salas deveriam nos comunicar sobre a realização de reforma, porque tem uma programação que deve ser feita a fim de evitar dano ao nosso patrimônio” disse.
O Síndico acrescenta que cabe ao órgão público fiscalizar e notificar o infrator. “No tocante a esse material não fomos informados sobre a saída dele do prédio, entendo que quando o material está depositado em local inadequado, cabe ao município notificar o infrator que está realizando a obra”, sugeriu.