Reportagem: Pacheco de Souza
Fonte: Paola Carvalho/Estado de Minas
Na última terça-feira, curto-circuito na linha de transmissão Taquaril-Barreiro deixou 2,3 milhões de consumidores sem luz no estado, nas regiões Central e Leste, o correspondente a um terço do total, no maior apagão da história de Minas, desconsiderados blecautes nacionais. A causa, segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS), foi o temporal de cerca de 30 minutos que castigou a capital mineira. E os meteorologistas alertam que tempestades iguais ou piores voltarão a acontecer, especialmente durante o verão.
Na estação mais quente do ano, os dias são mais longos por causa da posição da Terra em relação ao Sol. Com isso, a luminosidade natural pode ser mais bem aproveitada adiantando-se o relógio em uma hora. Com a medida, há outros ganhos, como facilitar a programação de manutenções, reduzir a necessidade de geração térmica e minimizar a necessidade de investimentos para atendimentos localizados, acrescenta Lages.
Nos últimos dez anos, a medida possibilitou redução média de 4,6% na demanda por energia no horário de pico, informa o Ministério de Minas e Energia (MME). Isso significa que as usinas deixaram de gerar, no horário de maior carga, cerca de 2 mil megawatts a cada ano, ou duas vezes a carga no horário de pico de Belo Horizonte.




