Horário de verão começa na madrugada desse sábado para domingo

Além de outros estados, os Mineiros devem adiantar o relógio em uma hora

Reportagem: Pacheco de Souza
Fonte: Paola Carvalho/Estado de Minas

Os relógios devem ser adiantados em uma hora a partir deste domingo para enfrentar os próximos 133 dias do horário de verão. A mudança terá de ser feita por todos que moram em estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país, incluindo, este ano, a Bahia. No período, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) garante que o risco de apagão será menor. “O principal benefício do horário de verão é o aumento da confiabilidade e segurança na operação do sistema elétrico, o que acaba reduzindo o risco de apagões. Isso é alcançado pela redução da demanda máxima durante o horário de pico de carga do sistema elétrico brasileiro, que ocorre das 18h às 22h”, diz o engenheiro de Operação do Sistema da Cemig, Wilson Fernandes Lage.

Na última terça-feira, curto-circuito na linha de transmissão Taquaril-Barreiro deixou 2,3 milhões de consumidores sem luz no estado, nas regiões Central e Leste, o correspondente a um terço do total, no maior apagão da história de Minas, desconsiderados blecautes nacionais. A causa, segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS), foi o temporal de cerca de 30 minutos que castigou a capital mineira. E os meteorologistas alertam que tempestades iguais ou piores voltarão a acontecer, especialmente durante o verão.

Na estação mais quente do ano, os dias são mais longos por causa da posição da Terra em relação ao Sol. Com isso, a luminosidade natural pode ser mais bem aproveitada adiantando-se o relógio em uma hora. Com a medida, há outros ganhos, como facilitar a programação de manutenções, reduzir a necessidade de geração térmica e minimizar a necessidade de investimentos para atendimentos localizados, acrescenta Lages.

Nos últimos dez anos, a medida possibilitou redução média de 4,6% na demanda por energia no horário de pico, informa o Ministério de Minas e Energia (MME). Isso significa que as usinas deixaram de gerar, no horário de maior carga, cerca de 2 mil megawatts a cada ano, ou duas vezes a carga no horário de pico de Belo Horizonte.