Franco Matos demite 190 funcionários em Pedro Leopoldo

Indústria Têxtil chegou ao município em 2008 com promessa de gerar mil empregos

Reportagem e fotos: Pacheco de Souza

A Indústria Têxtil Franco Matos localizada na estrada da Cachoeira do Urubu em Pedro Leopoldo demitiu nessa terça-feira, dia 21, 190 funcionários da área de produção da empresa. Segundo funcionários da própria indústria o motivo alegado pela direção da empresa é a queda nas vendas e a supervalorização do algodão.

A Franco Matos iniciou suas atividades no município em 2008 com a promessa de gerar cerca de 1000 empregos após o início das atividades. Especula-se que hoje a indústria tenha cerca de 300 funcionários, mas até o final do ano esse número pode ser reduzido a 60.
A fábrica está em fase de expansão, construindo novos galpões no município e até em vias de receber a doação de um terreno do município para ampliação da fábrica. O projeto para doação de uma área 160 mil metros quadrados está em tramitação na câmara de vereadores da cidade, se passar, a doação será imediata.
No entanto, hoje pela manhã uma surpresa; vários funcionários foram convocados para reunião nessa tarde e nela foi anunciada a demissão de 190 funcionários. “Trabalhei na área de malharia dois anos, ganhava R$ 590 por mês.  A justificativa da empresa é que as vendas estão caindo, o algodão está caro e várias empresas do país estão importando material de fora”, comentou a funcionária Dione Antônia Pereira, moradora de Lagoa de Santo Antônio.

Indignada com a demissão em pouco tempo de trabalho, a moradora do bairro Felipe Cláudio de Sales, Miliana Miranda Gomes, revela qual era o clima dentro da empresa durante a reunião dessa tarde. “Há quatro meses na empresa fui demitida. O clima dentro da fábrica era péssimo, fiquei triste porque tem pessoas aqui dentro que são pais de família, muitos pagam aluguel e precisam desse trabalho”, disse.
Reorganizar a vida e buscar uma nova oportunidade no mercado de trabalho é o objetivo de Amauri Henrique Apolinário de Matozinhos. “Trabalhei um ano e meio aqui, moro de aluguel em Matozinhos, tenho várias despesas para pagar e agora é reorganizar a vida e buscar uma nova oportunidade no mercado de trabalho”, concluiu.
O MIX NOTÍCIAS ligou para o escritório da empresa em Belo Horizonte e fomos informados para procurar o setor de recursos humanos da empresa em Pedro Leopoldo. Na portaria o funcionário Wendel recebeu orientações para não autorizar a entrada da nossa reportagem, “a direção informou que a comunicação com a imprensa será por meio de nota, encaminhada por e-mail”, disse o funcionário.
Também tentamos contato como o Sindicato dos Tecelões em Belo Horizonte, mas ninguém atendeu.