Funcionários públicos almoçam nas próprias salas, nos corredores ou em uma cozinha apertada dentro do prédio da administração
Reportagem: Pacheco de Souza
Fotos: Funcionária indignada
“Desumano”. Essa é a frase do Secretário de Administração Rodrigo Carneiro, da Prefeitura de Pedro Leopoldo para ilustrar a falta de vontade política do governo municipal e também de outros governantes que administraram a prefeitura do município nos últimos anos, e até o momento não conseguiram construir um refeitório digno para os servidores públicos da cidade fazer suas refeições.
Basta entrar nas diversas salas do prédio da administração para ver garrafas de café colocadas em cima de mesas e armário. Bolo, pão e outros produtos espalhados nas próprias salas dos servidores. Na hora do almoço então não é diferente, marmitas são amontoadas em uma chapa que é colocada em cima de um fogão industrial para que possam ser esquentadas de forma coletiva.
Os servidores não têm lugar para almoçar, muitos ficam na praça próximo da prefeitura, nos corredores, escadas ou nas próprias salas com as marmitas em cima dos papeis, livros ou usam a mesa do computador. O Secretário de Administração Rodrigo Carneiro, contratado em junho de 2009, prometeu construir um refeitório descente, com mesa, fogão, geladeira, forno microondas, bancos, rádio, TV e outros equipamentos que daria mais conforto aos servidores, mas a promessa não foi concluída.
As fotos registradas por uma servidora durante a hora do almoço revelam que eles precisam ser tratado com mais respeito pelas autoridades da cidade. “A população precisa saber quais são as condições dos servidores que trabalham na prefeitura hoje, pois nós não temos carro importado, nem recebemos um salário descente que nos permita almoçar em casa, ou comer em um restaurante. Somos obrigados a nos submeter a isso, sem falar das péssimas condições de higiene do prédio, no qual temos que dividir espaço com ratos e calangos”, desabafou uma servidora por e-mail.
Governo justifica demora na execução das obras de construção do refeitório, iniciadas em 2009. “É desumano, quando cheguei aqui em 2009, encontrei os servidores sentados na escada e com as marmitas muitas vezes frias. Consegui levantar as paredes do refeitório, troquei o fogão que estava em péssimo estado de conservação, mas a obra não foi possível ser concluída por falta de mão de obra”, informou Rodrigo Carneiro.
Ainda de acordo com o secretário, a obra deve ser concluída pela Secretaria de Ação Social. O secretário Leonardo Cardoso de Barros responsável pela pasta está buscando recursos para realização de cursos de pedreiro e servente. Os alunos é que devem terminar o serviço iniciado há dois anos.







