População se mobiliza para salvar Fábrica de Tecidos em Pedro Leopoldo

Moradores querem preservar história antiga da cidade

Reportagem e fotos: Pacheco de Souza
A ameaça de uma possível demolição de alguns prédios da antiga Fábrica de Tecidos de Pedro Leopoldo na tarde de ontem, dia 05, mobilizou vários moradores da cidade, Imprensa, Polícia Militar e a Justiça local para impedir que um dos patrimônios mais antigos do município ruísse e levasse junto a história antiga da cidade.  O motivo, é que uma maquina retro-escavadeira foi vista por populares derrubando parte de um galpão que fica dentro dos limites da fábrica, o barulho chamou atenção de quem passava pela rua e rapidamente autoridades foram acionadas.
Membros da Comissão Especial Representativa da Sociedade de Pedro Leopoldo – CERPL, criada para discutir o tombamento de alguns prédios da Fábrica de Tecidos foram ao local para investigar a possível denúncia e fizeram várias fotos do local que imediatamente foram encaminhadas a Promotoria de Justiça da cidade. “Queremos preservar a memória de onde nasceu nossa cidade, vamos lutar para não derrubar os imóveis que já foram tombados, mas queremos também o tombamento de outros imóveis que ainda não foram tombados pelo patrimônio histórico”, observou o vereador Cristiano Marião.
Ainda de acordo com Cristiano Marião, os representantes do Grupo VDL responsável pela administração da Fábrica de Tecidos disseram que não haverá mais demolição no local, o que aconteceu ontem foi a derrubada de um galpão que oferecia risco de cair.
Como surgiu a Fábrica de Tecidos em Pedro Leopoldo?
O Surgimento da Fábrica de Tecidos foi em meados de 1893, quando Antônio Alves Ferreira da Silva, o “Comendador Antônio Alves”, que hoje dá o nome à principal rua da cidade, adquiriu a fazenda das Três Moças em razão do potencial hidráulico da cachoeira de mesmo nome, e lá instalou mais uma indústria têxtil (ele já possuía uma em sua outra fazenda, a dos Macacos).
A Fábrica de Tecidos foi a primeira atividade econômica relevante na cidade, e, por muito tempo, a dominante, junto à atividade agropecuária. Junto à fábrica, surgiram as primeiras casas do atual centro, as “casas do quadro”, que abrigavam os funcionários que vieram trabalhar na fábrica, e que, dado a então incipiência do povoamento local, necessitavam de abrigo. Hoje, se conservam apenas uma ou duas delas, dentro dos limites da fábrica. (Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre).
O MIX NOTÍCIAS tentou um contato com o Grupo VDL em Belo Horizonte na manhã de hoje, mas até o momento não foi dado nenhum retorno ao nosso contato. Apuramos junto aos membros da comissão CERPL que um oficial de justiça notificou representantes da fábrica de tecidos na noite de ontem para suspender a derrubada dos prédios.