Buracos no São Geraldo atrapalha o trânsito e deixa motoristas irritados

Motoristas arriscam nas manobras para evitar prejuízos

Reportagem e fotos: Pacheco de Souza
Janeiro é mês de pagar IPVA (Imposto sobre propriedade de veículo automotor). Porém, está cada vez mais difícil quitar esse tributo em Pedro Leopoldo. O retorno que deveria ser dado pelo governo municipal, investindo e conservando nossas ruas e avenidas não vem na velocidade sugerida. Parece que o poder público anda na contramão de direção. O cidadão seria quem dita as regras, pagando os impostos em dia e cumprindo o que determina a legislação, por outro lado, o governo pisa no freio, recua e faz a conversão errada.  
São buracos e mais buracos para todo lado. No cruzamento da Rua João Teodoro da Silva com Joãozinho do Barreiro no bairro Joana Darc a situação não é diferente, são vários buracos próximos uns dos outros que atrapalham o trânsito e deixa motoristas irritados. Os condutores fazem manobras arriscadas para evitar prejuízos ao desviar das crateras. “Vou precisar de um guincho para me tirar desse buraco”, brincou o motorista de um fusca que fez questão de passar pelo buraco para mostrar que os carros pequenos chegam tocar o chão devido à profundidade das crateras.
Quando o MIX NOTÍCIAS estava no local registrando o caos vivido por moradores da região e também por motoristas, passou um condutor de uma Kombi escolar gritando e gesticulando. “Isso é um absurdo, cadê nossos impostos que pagamos todo ano”, lembrou o trabalhador.
Para justificar a demora na realização de algumas obras no município, o Secretário de Obras, Ademir Gonçalves explica que os impostos pagos pelo contribuinte são divididos com município, estado e união, e que a maior parcela fica com o governo federal. O que não é verdade quando se trata de IPVA. Nesse caso, 40% do valor pago ficam no município, 40% com o estado e só 20% vai para o governo federal.

Ademir Gonçalves informou ao MIX NOTÍCIAS que a operação tapa-buracos está acontecendo, entretanto, a equipe é pequena. “Para fazer esse serviço precisamos de um rolo compactador, caminhão, funcionários, matéria prima e toda uma gama de equipamentos, e não tem como aumentar a equipe porque os custos aumentam. Nossos critérios de operação são naqueles locais onde o trabalho irá atender um maior número de pessoas. A equipe está trabalhando até nos finais de semana para sanar esse transtorno momentâneo”, esclareceu.