Um proprietário de uma distribuidora de bebidas, a esposa dele e um funcionário são as vítimas
Reportagem Pacheco de Souza
Uma ocorrência de trânsito registrada no último domingo, dia 14, por alguns policiais militares da companhia 182 de Pedro Leopoldo, terminou com saldo negativo para uma família de Lagoa de Santo Antônio, região norte da cidade. Segundo o empresário e funcionário público municipal, Antônio Carlos Magalhães (fotos), 39 anos, a agressão aconteceu próximo da sua distribuidora de bebidas, na Rua Magno Claret Vieira,
em Lagoa Santo Antônio. O motivo seria porque o seu funcionário estava com a viseira da motocicleta levantada e o policial fez uma abordagem de forma equivocada.
“Eu estava trabalhando na distribuidora quando meu funcionário ligou avisando que minha motocicleta havia sido apreendida. Quando cheguei ao local da ocorrência, o Cabo Salvani disse que não tinha satisfação para me dar e mandou-me trocar de roupas porque não estava com vestimentas adequadas. Feito isso, o policial continuou me tratando com grosserias e chamou reforço policial. Quatro viaturas foram ao local e os policias da viatura blazer me agrediram com chutes por todo lado e ainda rasgaram minha camisa, fui imobilizado pelos pés e mãos e tentaram me matar”, lembrou Antônio Carlos
Empresário alega perseguição policial para justificar a ocorrência de domingo. “Fui tratado pelo policial como se eu estivesse espancado ele, quando na verdade foi ele quem me desacatou. Minha moto e meu caminhão estão sendo multados e estão me difamando, essa perseguição acontece há muito tempo”, concluiu.
Ainda de acordo com o empresário, seu funcionário Webersson Marques Oliveira foi agredido com um tapa no rosto. Antônio Carlos declarou ainda que sua esposa Juscélia Gonçalves Rodrigues também sofreu agressões ao tentar conversar com os policias. O MIX NOTÍCIAS procurou pelo Cabo Salvani Marcílio da Rocha (responsável pela ocorrência) para tentar ouvir sua versão sobre os fatos, o militar informou que só vai falar após a conclusão das investigações.
Capitão Geovanne Gomes da Silva, comandante da companhia 182, em entrevista a Rádio PL FM nessa quinta-feira (17), prometeu apuração dos fatos. “Esse fato é um caso isolado. A ocorrência de trânsito foi feita dentro do que estabelece a lei de trânsito Brasileira. O reforço policial enviado ao local, num total de quatro viaturas, foi para garantir a integridade física dos policias, uma vez que o Sr. Antônio desacatou os militares e recusou ser encaminhado para a delegacia”, disse.
O comandante da companhia 182 fala do prazo para concluir a investigação e das possíveis penalidades. “Eu tenho 30 dias para apurar esse fato, vou aguardar o laudo do posto médico legal de Vespasiano para onde as vítimas foram encaminhadas para exame de corpo delito e anexá-lo ao meu processo de investigação. Quanto às penalidades os policias podem responder na justiça militar de acordo com o código de ética da instituição e também na justiça comum”, finalizou.