A decisão do conselho de sentença não agradou o advogado de defesa nem a mãe da vítima
Reportagem Pacheco de Souza

Após sete horas de julgamento que aconteceu no plenário da Câmara de Vereadores de Pedro Leopoldo, na quarta-feira (17). A justiça local condenou Gisele Almeida, há sete anos e 11 meses em regime fechado pela morte de Débora Regina Aleme (fotos), homicídio ocorrido em janeiro de 2008 durante a tradicional festa do “boi da manta”. A decisão do conselho de sentença que era formado por quatro homens e três mulheres não agradou o advogado de defesa da ré e nem a mãe da vítima, ambos disseram que vão recorrer da sentença.
“No meu entendimento a decisão do conselho de sentença foi equivocada porque as provas dos autos ligavam o crime a uma menor e não a minha cliente Gisele. Mesmo tendo sido condenada por homicídio simples, isso porque, a qualificadora do homicídio fútil foi afastada, entendo que a decisão deveria ser pela absolvição. Entrarei com recurso nessa quinta-feira, dia 18, na segunda vara de justiça para reverter a decisão do conselho de sentença”, revelou o advogado de defesa, Hassan Magid Castro Souki.
Emocionada e exausta após um dia inteiro de julgamento, a Mãe da vítima, Zilda Maria Costa, protestou e promete recorrer da decisão, em busca de uma pena ainda maior. “Sei que a condenação não irá trazer minha filha de volta, mas vou lutar para que seja feita justiça. Essa condenação de sete anos foi muito pouco perto da dor que sinto pela falta da minha filha”, desabafou.
O Promotor de Justiça que atuou no caso, Christiano Leonardo Gonzaga, entende que não há necessidade de impetrar recurso contra a decisão da justiça, a condenação da ré está dentro do que determina a lei. “Conseguimos condenar a ré e dar exemplos para a sociedade de que aqui na cidade não se admite esse tipo de crime. Quanto ao recurso, a condenação de sete anos é a pena de homicídio, não tem como a gente querer que ela pegue 30 anos porque matou alguém, essa é a pena de homicídio e creio que foi bem analisada pelos jurados”, frisou o promotor.