A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu, durante ação policial desencadeada nessa terça-feira (20), os primos Jephrey Henrique da Silva, de 31 anos, e Fábio Leonardo da Silva Leite (conhecido como “Titanic”), de 34. A dupla é suspeita de envolvimento no homicídio do motoboy Hudson Enildo Ferreira Dias, de 22. O jovem foi executado, com um tiro na nuca, no dia 20 de maio deste ano, dentro de uma pizzaria no bairro Paulo VI, região Nordeste da capital.
O jovem foi executado com um tiro na nuca, dentro de uma pizzaria. Conforme explicou o delegado que coordenou as investigações Emerson Morais, a vítima foi morta dias depois de tentar defender um amigo, durante uma briga. Hudson trabalhava como motoboy fazendo entregas para um restaurante durante o dia, e para uma pizzaria no período da noite.
Na semana do crime, na segunda-feira (15), Jephrey foi até a pizzaria em que a vítima trabalhava, acompanhado dos filhos e do cunhado. Em determinado momento, o investigado viu duas pessoas chegarem em uma moto de sua propriedade, a qual havia sido furtada naquele sábado. Jephrey foi então ao encontro do piloto para questioná-lo e a discussão evolui para agressão física. Hudson, amigo do piloto, viu a confusão e tentou separar a briga. Ao perceber que o colega corria risco de vida, Hudson o levou para casa. Jephrey recuperou a sua moto e também foi embora.
Na terça-feira (16), Jephrey e o primo Fábio procuraram por Hudson, tanto no restaurante quando na pizzaria, a fim de descobrir a localização do piloto da moto furtada. No entanto, a vítima não foi encontrada. Na quarta-feira (17), Hudson decidiu procurar por Jephrey para esclarecer os fatos, visto que os investigados teriam deixado recado para ele, na noite anterior, ameaçando-o caso não informasse o paradeiro do amigo. Diante de uma nova negativa de Hudson, o suspeito Jephrey o acalmou dizendo para ele não se preocupar, que estava tudo resolvido.
No dia do crime, por volta das 19h30, Fábio, a mando de Jephrey, entra na pizzaria e executa Hudson com um tiro na nuca. Tanto a vítima quanto os suspeitos não tinham antecedentes criminais. Os primos irão responder por homicídio qualificado por motivo fútil e com uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.






