Famílias e empresas transformam o Natal em solidariedade

Quem não tem condições recebe doações de quem pode doar
Reportagem e fotos: Pacheco de Souza
Se o assunto é Natal, Pedro Leopoldo e Matozinhos tem muito em comum, famílias e empresas da região transformam a data em solidariedade e doam para quem não tem condições, alimentos, brinquedos e outros donativos. 28 mil quilos de alimentos não-perecíveis estão sendo distribuídos essa semana pela Lafarge para 15 instituições de Matozinhos, beneficiando adultos, crianças e idosos.
A arrecadação recorde de alimentos faz parte da campanha interna da empresa.  A Pastoral da Criança, a Associação dos Moradores do Bairro São Miguel e Bairro Nossa Senhora de Fátima, são algumas das instituições indicadas pelos próprios empregados para receberem as doações pelo trabalho que realizam com a comunidade carente da região. 
Realizada desde 2002, a campanha Natal Solidário é uma ação da Lafarge para arrecadação de alimentos não perecíveis entre as equipes de todas as unidades e escritórios. Para cada alimento doado pelos empregados, a empresa contribui com uma doação proporcional (média da arrecadação dos últimos três anos). 
Em Minas Gerais, contabilizando as doações das cinco unidades da empresa no estado até o momento, foram arrecadados mais de 29 mil quilos que, somados à doação da empresa, estão totalizando 55 mil quilos a serem distribuídos para as instituições locais.

Pedro Leopoldo

Em Pedro Leopoldo a família da pedagoga Mariluce (fotos), moradora do bairro Magalhães, há quatro anos transforma o natal de algumas crianças do município em um momento de confraternização e de muita festa. Essa semana, cerca de 80 crianças da Creche Arca de Noé no bairro Felipe Cláudio Sales, região norte do município recebeu uma festa surpresa.
Teve refrigerante, salgados, doces e presentes para todos os meninos e as meninas da creche. “Viemos trazer um pouquinho de alegria para que essas crianças tenham um natal mais feliz. Todo ano levamos as doações para a creche de Santo Antônio da Barra, mas eles já receberam doações, então, resolvemos trazer aqui que ainda não tinha recebido”, contou a pedagoga.
O trabalho voluntário da pedagoga Mariluce é acompanhado de perto pela irmã e por duas funcionárias que trabalham na residência da família. O grupo faz esse trabalha há quatro anos. Tudo começou quando a mãe da pedagoga ainda era viva, mesmo com seu falecimento, a filha decidiu seguir o exemplo da mãe.