Indenização às vítimas de Brumadinho será pauta da COP30, em Belém (PA)

Produção de reportagem retrata a luta das famílias por reparação e o papel da Defensoria Pública no acesso à Justiça

Fonte: Defensoria Pública da União

Durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), a Defensoria Pública da União (DPU) lança a reportagem “Brumadinho: existe reparação para a morte?”, que retrata a luta das famílias atingidas pelo rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Minas Gerais, e o trabalho da instituição na busca por reparação e justiça.

O lançamento será realizado no dia 10 de novembro, às 15h, durante a abertura do estande da DPU na Green Zone, em Belém (PA). A exibição integra a programação da DPU na COP30 e reforça o papel da justiça climática na reparação de tragédias ambientais e na proteção de comunidades vulneráveis.

A reportagem também será exibida pela TV Justiça, ampliando o alcance da discussão sobre reparação, justiça e direitos humanos diante de tragédias ambientais.

Com roteiro da jornalista Maria Rita Aderaldo e captação e edição do cinegrafista Yuri Curtulo, ambos da Assessoria de Comunicação da DPU, a produção revisita a tragédia de Brumadinho a partir da perspectiva das famílias atingidas. O material propõe uma reflexão sobre o papel das instituições públicas e do sistema de Justiça na reparação de danos humanos e ambientais e na preservação da memória das vítimas.

Desde 2019, a DPU atua na defesa das vítimas e comunidades afetadas por meio do Comitê Temático Especializado Rio Doce/Brumadinho, da Defensoria Nacional de Direitos Humanos e das Defensorias Regionais de Direitos Humanos de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Essa atuação envolve atendimentos itinerantes, audiências públicas e articulações institucionais junto ao Poder Judiciário e órgãos ambientais, com o objetivo de assegurar indenizações justas, políticas de prevenção e garantias de não repetição.

A exibição da reportagem pretende sensibilizar a comunidade internacional sobre a importância de políticas públicas voltadas à prevenção de desastres, à reparação integral e ao fortalecimento dos direitos humanos diante das crises ambientais.

Padre transferido de Pedro Leopoldo é agredido em Brumadinho

A agressão aconteceu na última quinta-feira (18), no distrito de Piedade do Paraopeba.

Padre Cláudio foi transferido de Pedro Leopoldo em fevereiro de 2024

Reportagem: Pacheco de Souza / Fonte: G1

A Polícia Civil abriu uma investigação para apurar quem agrediu o padre Cláudio José da Silva, da Paróquia de Nossa Senhora da Piedade, na zona rural de Brumadinho, Região Metropolitana de Belo Horizonte. O pároco foi agredido, na manhã da última quinta-feira (18), por homens encapuzados, enquanto fazia uma caminhada no distrito de Piedade do Paraopeba.

Segundo o boletim de ocorrência, ele recebeu chutes e socos de dois homens. O padre relatou à polícia que, durante as agressões, os suspeitos gritavam que “ele não ficaria muito tempo no povoado”. Em seguida, fugiram em um veículo, mas o religioso não conseguiu identificar qual seria.

Em nota, a Arquidiocese de Belo Horizonte, responsável pela paróquia em Brumadinho, informou que o padre está muito abalado, mas não possui ferimentos graves e está sendo amparado pela equipe de evangelizadores da Região Episcopal Nossa Senhora do Rosário.

No último final de semana as missas goram assumidas pelo vigário episcopal, padre Marcos Albuquerque. A Polícia Civil disse que está ciente dos fatos e, até o momento, ninguém foi preso. A 5ª Delegacia de Polícia Civil em Brumadinho

Sobre o sacerdote

Padre Cláudio foi transferido de Pedro Leopoldo em fevereiro de 2024. Ele havia assumido o lugar deixado pelo Padre José Nogueira na Paróquia Santo Antônio após o falecimento do religioso.