A justiça irá ouvir testemunhas e suspeitos até março
Reportagem e fotos: Pacheco de Souza
Dois anos após o assassinato dos fazendeiros de Sabinópolis, no Vale do Rio Doce, Nilson José de Pinho, e Levi Berto Siqueira, mortos após cobrar dívida de gado avaliada em R$ 130 mil reais, justiça começa ouvir suspeitos, testemunhas e familiares das vítimas. O crime foi no dia 05 de fevereiro de 2009 em uma fazenda localizada em São José da Lapa, região metropolitana de Belo Horizonte. Na época os corpos dos dois fazendeiros foram enterrados nos fundos de uma fazenda.
Nessa segunda-feira (14), foram ouvidos no Fórum de Pedro Leopoldo, um primo do Nilson de nome Joselito de Pinho Marques, Alexandre Santos (amigo) e o motorista identificado como Tadeu, o motorista é suspeito de ter levado o carro das vítimas para o Estado do Espirito Santo/ES numa tentativa de desviar a atenção das autoridades que investigavam o desaparecimento das vítimas.
As esposas das vítimas, Luciana e Marilene (foto) vieram de Sabinópolis para acompanhar os depoimentos no Fórum. O Juiz responsável por colher os depoimentos foi o Dr. Otávio Batista Lomônaco. Durante os iterrogatórios as esposas ficaram em silêncio e apresentavam muita tristeza no olhar. As audiências com depoimentos feitos separadamente, teve início as 14h30 e durou cerca de duas horas.
Próximas audiências
A Justiça de Vespasiano espera colher todos os depoimentos até o próximo dia 13 de março, data em que o processo deverá ser encaminhado para o Tribunal de Justiça em Belo Horizonte e ficará aguardando agendamento do Júri Popular que pode acontecer em até dois anos.
Ainda essa semana será ouvido em Matozinhos o fazendeiro José Pedro, a audiência está marcada para o dia 18. Foi por ele que as vítimas procuraram em 2009 para receber uma dívida de gado. No dia 24 tem nova audiência em Sabinópolis com as esposas das vítimas, um irmão e um amigo dos fanzendeiros mortos.
As audiências estão sendo feitas através de carta precatória,uma vez que testemunhas, familiares e suspeitos moram em cidades diferentes do local onde o crime aconteceu. Esse procedimento adotado pela justiça é perfeitamente normal, pois os interrogados estão colaborando com a justiça no esclarecimento do crime.




